O sonho de muitos brasileiros é conseguir a casa própria. Em um momento de instabilidade econômica, concretizar essa meta, sem dúvida, é um grande desafio. Para facilitar a compra de um imóvel para moradia, é fundamental que o setor público ofereça um melhor acesso ao crédito imobiliário.

A medida promove um maior dinamismo na economia, o que viabiliza a geração de renda e oportunidades de trabalho. Além disso, é uma alternativa para melhorar a qualidade de vida da população, principalmente quando há investimento em infraestrutura (redes de energia elétrica, saneamento básico etc.).

Neste post, vamos destacar a relevância do crédito imobiliário no Brasil, os procedimentos para gerenciar programas habitacionais com eficiência e iniciativas que contribuem para a construção de moradias aumentarem o padrão de vida de pessoas com baixo poder aquisitivo. Confira!

Entenda a real importância do crédito imobiliário

O desenvolvimento econômico possui uma relação direta com a concessão de crédito imobiliário. Isso acontece porque o financiamento de imóveis envolve o crescimento das cidades, algo diretamente ligado à oferta de empregos e a investimentos em infraestrutura (redes de água, esgotamento sanitário e pavimentação de ruas, por exemplo).

Outro aspecto marcante do crédito imobiliário é o planejamento dos serviços que serão oferecidos à população. Imagine um município onde diversos imóveis estão sendo construídos e a maioria dos moradores optou por financiamento junto a instituições financeiras governamentais.

Nesse caso, é importante que o setor público planeje ações que contribuam para os cidadãos terem uma boa qualidade de vida, como a construção de escolas e de postos de saúde. Também é necessário avaliar itens relevantes como a segurança e o transporte público.

O aspecto econômico é mais um elemento que abrange o financiamento imobiliário. Um dos motivos é que os investidores precisam de um prazo e de uma taxa de juros que possibilitem o pagamento das parcelas, sem comprometer o orçamento familiar de maneira significativa.

Quanto menor for o índice de inadimplência dos financiamentos, maior será a capacidade de uma família encerrar o financiamento antes do prazo. Essa iniciativa é vital para os cidadãos terem mais condições de consumo, o que é excelente para a economia.

Além do fator econômico, a concessão de crédito imobiliário é uma maneira inteligente de combater o déficit habitacional. De acordo com estudo feito pela Fundação João Pinheiro em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério das Cidades, era necessária a construção de 6,1 milhões de imóveis para atender a todos os brasileiros, em 2015.

Veja como gerenciar a seleção e o financiamento de programas habitacionais

Um programa habitacional pode incentivar a expansão do crédito imobiliário. Para isso, é essencial que o setor público defina regras que propiciem bons resultados para os projetos direcionados à construção de moradias populares.

O recomendado é que essa ação envolva uma série de parâmetros, por exemplo:

  • o número de unidades habitacionais a serem construídas deve levar em consideração a infraestrutura do município e o déficit habitacional, de acordo com dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);
  • a possibilidade de a unidade habitacional ser adaptada para os portadores de deficiência física;
  • o foco em reduzir a burocracia no financiamento, fazendo com que a liberação dos recursos financeiros para as famílias seja feita com mais agilidade;
  • maior transparência no processo de cadastro e seleção de candidatos. É preciso deixar claro os fatores que influenciam a escolha dos beneficiados;
  • necessidade de um período de carência para o pagamento das parcelas.

O gerenciamento e a seleção para o financiamento de programas habitacionais podem adotar diversos aspectos para priorizar os beneficiários, por exemplo:

  • famílias que estão em locais impróprios para a moradia, como áreas de risco de desmoronamento;
  • famílias que residem em regiões com perigo para a saúde, onde não há esgotamento sanitário;
  • famílias que estão desabrigadas por terem perdido o lar devido a enchentes e a outros desastres naturais;
  • famílias que são chefiadas por mulheres;
  • famílias com pessoas que possuem algum tipo de deficiência (física ou mental) ou que têm alguma doença grave, como a microcefalia;
  • famílias com pessoas idosas.

Além de critérios para a seleção dos beneficiados, os programas habitacionais devem ter um acompanhamento de como as moradias estão sendo ocupadas. A medida é uma maneira de evitar que outras pessoas sem ligação com o projeto estejam morando ou utilizando o imóvel para alugar ou vendê-lo ilegalmente.

Analise soluções para aperfeiçoar os programas habitacionais do setor público

Segundo relatório da consultoria global Mckinsey & Company, é possível oferecer uma moradia de boa qualidade e por um valor acessível para mais de 1,6 bilhão de pessoas, em 10 anos.

O estudo aponta as iniciativas necessárias para que famílias com uma renda inferior à média de uma região possam ser beneficiadas por programas habitacionais. A pesquisa destaca que é viável adotar um plano que pode ser implantado em quatro etapas.

A primeira delas envolve facilitar o acesso à terra. Isso seria feito com a construção de moradias em terrenos que estejam em regiões menos valorizadas, desde que haja uma infraestrutura adequada e um investimento para um deslocamento mais rápido das pessoas para outros centros urbanos.

A segunda é adotar mecanismos para diminuir os custos das construções. Essa medida envolve a padronização das obras e o foco em aumentar a produtividade da mão de obra por meio de capacitação profissional e o emprego de tecnologia.

A terceira é investir em habitações mais modernas que precisam de menos energia e apresentam custos reduzidos para a manutenção. Dessa forma, os gastos com a construção podem diminuir consideravelmente.

Por último, é criar programas habitacionais que possam contemplar cidadãos com diferentes níveis de poder aquisitivo. A iniciativa seria uma forma de contar com financiamentos imobiliários que estejam adequados ao público-alvo e contribuam para a construção e aquisição de novas moradias.

Conheça a solução Habix

A transparência é bastante valorizada pelos cidadãos. Em relação a um programa habitacional, essa postura se torna ainda mais relevante. Pensando nisso, a Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (AGEHAB) optou por investir no sistema Habix.

A ferramenta permite a inscrição online para os interessados em obter a casa própria por meio de processos de seleção realizados pelo Governo do Estado. Além disso, possibilita que a população acompanhe pela internet todas as fases dos programas de moradia popular.

O software apresenta diversos recursos que possibilitam melhorar a gestão de demandas habitacionais, como acompanhar as inscrições realizadas, a seleção dos pretendentes e o pagamento das parcelas dos financiamentos.

Se você deseja entender melhor como o setor público pode contribuir para melhorar o acesso ao crédito imobiliário, entre em contato conosco. Estamos à disposição para tirar todas as suas dúvidas!