A computação em nuvem nos serviços públicos é uma prática que, aos poucos, está ganhando força. Com a intenção de reduzir gastos e de aumentar a eficiência, a administração pública passou a adotar essa tecnologia, também conhecida como cloud computing.

Neste post, vamos abordar a definição de computação em nuvem, as formas de aplicá-la e os benefícios que ela pode proporcionar ao setor público.

Também vamos destacar a relação da cloud computing com o Marco Civil da Internet no Brasil. Confira!

Entenda o que é computação em nuvem

A computação em nuvem consiste em um recurso tecnológico que possibilita o acesso a sistemas e a arquivos de vários formatos pela internet. Em vez de armazenar uma série de dados em um computador pessoal ou servidor, o usuário pode acessar as informações em computador, tablet ou smartphone conectado à rede mundial de computadores.

​Mas como surgiu esse modelo de guardar e de disponibilizar os dados? O termo computação em nuvem foi criado em 1960, quando o John McCarthy visualizou a oportunidade de um computador ser usado por várias pessoas ao mesmo tempo. Na década de 1970, a IBM apresentou o primeiro recurso que permitia o trabalho de computação de forma simultânea.

De maneira mais bem elaborada, o termo cloud computing foi mencionado pela professor Ramnath Chellappa pela primeira vez, em 1997. Para ele, era possível ter uma estrutura com servidores conectados à internet para armazenar informações e viabilizar o acesso remoto aos dados pelos cidadãos.

A partir disso, o tema começou a ser debatido por diversos profissionais de TI do mundo inteiro. No segmento corporativo, a cloud computing passou a ser mais adotada com a oferta de serviços de infraestrutura em nuvem pela Amazon, em 2006.

Com a expansão do acesso à internet e o avanço tecnológico, a computação em nuvem faz parte do cotidiano do cidadão comum e da infraestrutura de TI de diversas empresas.

Conheça alguns modelos de serviços oferecidos hoje na nuvem

Hoje, há diversos os formatos de computação em nuvem utilizados no mercado. Os mais importantes são:

Nuvem Privada

A própria empresa cria um ambiente para gerenciar os servidores, os softwares e os arquivos, não havendo a opção de esses recursos serem acessados pelo público.

Nuvem Pública

Apresenta como principal característica a possibilidade de diversas organizações e pessoas acessarem conteúdos de qualquer ponto com acesso à internet. Nesse caso, o provedor da nuvem deve adotar medidas para garantir a segurança das informações dos usuários.

Nuvem Híbrida

Possui duas ou mais infraestruturas de nuvens diferentes, mas que atuam de maneira simultânea. Isso acontece por estarem unidas graças à tecnologia de gerenciamento tecnológico adotada.

Veja como a virtualização é importante para a computação em nuvem

O modelo atual de computação em nuvem se tornou uma opção interessante para as instituições públicas e privadas devido à virtualização. Ela possibilita criar uma infraestrutura virtual de processamento de dados por meio de equipamentos e de softwares específicos para essa finalidade.

Isso faz com que diversos sistemas operacionais e outras aplicações estejam disponíveis simultaneamente em uma única máquina, o que contribui para o uso mais eficiente dos servidores.

De que forma a virtualização pode favorecer o uso da computação em nuvem nas organizações? À medida que os equipamentos têm mais recursos para o armazenamento e a disponibilização de dados, maiores são as possibilidades de fornecer as informações para os clientes de maneira remota.

O serviço de virtualização é fundamental para a cloud computing se tornar uma opção viável e segura para as organizações acessarem os dados com mais facilidade e velocidade.

A economia de gastos com equipamentos, o uso mais racional da infraestrutura de TI e a possibilidade de planejar as ações de tecnologia de maneira mais integrada são alguns dos benefícios da virtualização.

Confira as vantagens da computação em nuvem nos serviços públicos

A cloud computing é uma boa alternativa para a administração pública ter um melhor desempenho no setor de tecnologia da informação e comunicação e na prestação de serviços aos cidadãos. Além disso, oferece uma série de benefícios, como:

  • possibilidade de usar os recursos disponíveis de acordo com a demanda, o que proporciona mais flexibilidade para a tomada de decisão;
  • expansão da disponibilidade de dados que podem ser acessados em desktop ou dispositivos móveis conectados à internet;
  • mais condições de acompanhar como os equipamentos de TI estão sendo usados, o que ajuda a verificar a necessidade de investimentos.
  • economia de gastos com serviços de TI, pois a administração pública paga apenas pelo que está usando;
  • maior controle dos equipamentos e softwares adotados, permitindo uma gestão mais eficiente da demanda;
  • melhoria da performance do setor de TI, fazendo com que a organização tenha um ambiente mais favorável para crescer;
  • menos riscos de perda de dados relevantes em casos de desastres naturais, já que o provedor faz a guarda das informações para aumentar a disponibilidade e a segurança.

Compreenda a relação do Marco Civil da Internet com a computação em nuvem

O Marco Civil da Internet, que entrou em vigor em de 2014, tem como uma das suas metas contribuir para melhorar os mecanismos de segurança da informação. Por isso, a nova legislação abrange aspectos relacionados à computação em nuvem.

Um deles engloba o princípio da neutralidade, que destaca a necessidade de manter um padrão de serviços para oferecer internet de alta velocidade para os consumidores. Não pode haver diferenciação entre os clientes, por exemplo, com base em perfis de tráfego de dados.

Outro princípio contemplado pelo Marco Civil é o da privacidade. Nele, os provedores de computação em nuvem devem respeitar as regras para os cidadãos terem os dados devidamente protegidos. Ou seja, precisam ter mecanismos para evitar o vazamento de informações dos clientes.

Imagine como a imagem de um órgão público ficaria prejudicada, caso fossem divulgados os nomes e os telefones de pessoas que estão sendo investigadas por suposto envolvimento em atividades ilícitas.

A nova legislação também contempla o princípio da liberdade de expressão. Uma prova disso é que ela obriga as empresas de computação em nuvem a preservarem o registro de acesso dos clientes por seis meses.

A medida é uma forma de resguardar os usuários e evitar que eles sejam prejudicados por eventuais erros em uma investigação. Além disso, é uma forma de estimular as empresas a terem mais responsabilidade com os dados dos consumidores.

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